VOCÊ SABIA?

TEMPLATE_16091610 medidas que podem tornar sua casa mais sustentável

Ter uma casa mais amigável para o meio ambiente é possível, seja de forma global, seja com pequenas alternativas como fazer a compostagem domiciliar ou optar
por válvulas de descarga com fluxos distintos para líquidos e sólidos. Confira a seleção de itens e a pesquisa de custos que ajudam a tornar seu doce lar
ecologicamente correto. Faça a diferença!

1) Telhados verdes
Os telhados verdes podem ser compostos por vegetação como gramíneas e arbustos instalados no topo dos telhados das casas ou em
lajes de concreto na cobertura de edifícios. A principal vantagem dessa tecnologia é a absorção de parte da radiação solar, o que
reduz as ilhas de calor e aumenta a qualidade ambiental das cidades.
A cobertura verde também melhora o isolamento térmico interno, o que possibilita temperaturas mais amenas no verão e,
consequentemente, a menor necessidade de ar-condicionado
e a economia de energia elétrica. Além disso, o isolamento acústico da
edificação é melhorado e há uma contribuição para o aumento da biodiversidade na cidade e para a redução da poluição atmosférica.
Para quem deseja construir um telhado verde, há diferentes sistemas disponíveis no Brasil. Normalmente, eles são compostos
por camada de impermeabilizante, manta geotêxtil, módulos de plástico reforçado, substrato e vegetação. Como referência, um
módulo de instalação simples custa, em média, de R$ 50 (sem vegetação) a R$ 150/ m² (com vegetação). O valor é calculado por
metro quadrado e a variação deve-se
ao tipo de equipamento utilizado, às plantas escolhidas e à logística de instalação. Há também
opções mais complexas, que incorporam cisterna para captação de água da chuva (cerca de R$ 190/ m² com vegetação) e minhocário
para o tratamento de resíduos orgânicos (em torno de R$ 250/ m²).

2) Tintas ecológicas
São consideradas tintas ecológicas as formuladas com matérias primas
naturais, sem componentes sintéticos ou insumos derivados
de petróleo. Um exemplo é a pintura a cal, também conhecida como caiação. Esse tipo de acabamento permite a difusão do vapor
d’água (ou ‘respiração’) da parede, porém tem baixa viscosidade, ou seja, escorre e respinga durante a aplicação, apresentando
aspecto “manchado” em dias de chuva.
Fácil de executar, a caiação custa menos do que a pintura convencional com tintas sintéticas: para ter uma ideia, um saco de cal (oito
quilos) custa cerca de R$ 10 e é o suficiente para cobrir 40 m² por demão. Há, também, as tintas sintéticas livres de compostos
orgânicos voláteis (COVs), elas não liberam hidrocarbonetos aromáticos agressores à camada de ozônio e à saúde de quem as
manipula.
Porém, antes de adquirir esses produtos, vale conferir se não há o emprego de metais pesados em sua composição, pois eles também
fazem mal à saúde e ao ambiente. Também é necessário ter atenção para não cair no apelo de marketing de alguns fabricantes:
produtos sem cheiro e à base de água podem ser ótimos em vários aspectos, mas não necessariamente estão livres de componentes
tóxicos. São poucos os fabricantes no Brasil que trabalham com tintas efetivamente sem COV. Até por isso, esses produtos chegam a
custar o dobro das tintas convencionais: uma lata de 3,6 litros sai por cerca de R$ 100.

3) Iluminação LED
Apontados como o grande salto tecnológico na área de iluminação dos últimos anos, os LEDs (light emitting diode) podem substituir
lâmpadas incandescentes e fluorescentes com vantagens ecológicas. Os LEDs são dispositivos eletrônicos feitos a partir de um bulbo
de material semicondutor. Quando o sistema recebe a corrente elétrica, os elétrons do semicondutor são excitados, liberando energia
na forma de luz. Uma lâmpada com LEDs de alta luminosidade consome em torno 8 W para atingir a mesma emissão luminosa de
uma incandescente de 60 W. Além disso, os LEDs não contêm metais pesados e têm vida útil 40 vezes maior que a da incandescente
comum.
Em comparação com uma lâmpada fluorescente tubular de 40 W, uma unidade com tecnologia LED de 12 W também sai na frente
no quesito economia: são cerca de 28 W/ hora. Hoje em dia é simples aderir ao uso de LEDs, pois grande parte dos modelos
oferecidos não exigem a troca de soquete. A restrição ao uso dessa alternativa ainda é o preço.
Embora a indústria ofereça uma gama cada vez maior de dispositivos, uma boa lâmpada LED pode custar até sete vezes mais que
uma equivalente fluorescente compacta. Trocando em números, a lâmpada LED de 7 W custa entre R$ 40 e R$ 50, enquanto a
equivalente fluorescente compacta sai por cerca de R$ 15. Todavia, se feitos os cálculos a longo prazo, a substituição pode se pagar
em poucos meses, devido à redução da conta de energia elétrica.

4) Reuso de água da chuva
A variedade de sistemas para captar e reaproveitar a água das chuvas é crescente. No geral, eles são compostos por um filtro,
reservatório ou caixa d’ água, clorador e bomba, mas o conjunto depende do uso que se fará do líquido captado. Em princípio,
qualquer casa com um telhado está apta a receber esse tipo de tecnologia, o que pode ser feito, inclusive, pelo próprio morador ou
por um encanador.
As vantagens associadas ao reuso de água da chuva são várias, desde a redução no valor da conta à contribuição no combate às
enchentes. Os sistemas tendem a adaptar-se
às calhas e aos condutores já existentes no telhado, porém, quando a intenção é utilizar a
água pluvial para descargas, pode ser necessário mexer na cobertura e na hidráulica.
O preço dos kits para reaproveitamento da água da chuva varia em função do tamanho e da complexidade da tecnologia, girando
entre R$ 250 e R$ 1,5 mil (para telhados de 50 a 200 m²). Mas estima-se
que o retorno do valor investido ocorra em um intervalo
entre dois e cinco anos.

5) Compostagem doméstica
A compostagem permite que parte dos resíduos orgânicos produzidos em uma casa possa ser transformada em composto orgânico
para adubação de plantas.
A prática, simples e que requer baixo investimento, contribui para a redução das emissões de gás metano na atmosfera e para
minimizar a sobrecarga de lixões e aterros urbanos.
Para criar uma mini estação de tratamento de lixo em casa é preciso de uma composteira (recipiente no qual serão armazenadas as
sobras orgânicas) de plástico ou madeira.
Também podem ser usadas minhocas para acelerar o processo. Algumas associações ecológicas vendem sistemas de compostagem
doméstica já prontas com minhocas, composto e serragem. Os preços variam de acordo com o tamanho do apetrecho, mas partem de
R$ 160.

6) Captação de energia solar
Os sistemas de geração de energia solar são aliados importantes para quem quer ter uma casa mais sustentável: comumente, a
tecnologia é utilizada para suprir parte da energia consumida e requer alguns cuidados, além de um investimento inicial que pode ser
vultoso.
Os equipamentos são compostos por placas fotovoltaicas de silício cristalino, controladores de carga, inversores e baterias
estacionárias. A quantidade de painéis instalados no telhado deve ser dimensionada de acordo com cada caso.
Recomenda-se
que o projeto e a instalação sejam feitos por profissionais especializados. Uma limitação desse sistema é a
inconstância, já que a produção varia de acordo com a luminosidade.
O custo do equipamento depende do seu tamanho e dos elementos técnicos selecionados, variáveis em função das características do
local da instalação. Para o consumo médio de uma residência (250 kWh/ mês) é necessário um investimento de aproximadamente
R$ 20 mil para a aquisição de painéis solares e demais componentes.

7) Materiais reciclados e madeira certificada
A construção ou reforma de uma casa pode utilizar uma série de materiais reciclados ou que geram menor impacto ambiental.
Alguns exemplos são o emprego de madeira de demolição para a fabricação de portas e janelas; de tijolos de demolição para
paginação de pisos ou paredes e de madeiras de reflorestamento que apresentam rápido crescimento, como o eucalipto, para a
composição de peças estruturais.
Aliás, a madeira é uma questão importante para a casa: ela compõem estruturas e mobiliário, portanto, sua procedência deve ser
verificada. O uso de madeira legalizada é obrigatório, mas ao classificá-la
dessa forma, apenas indica-se
que a extração é autorizada por órgãos ambientais. Ou seja, a denominação “madeira legal” não significa que sua produção/ extração seja ambientalmente correta.
Para saber se a madeira é resultado do manejo não predatório da floresta, busque pelos selos de certificação que identificam que o
produto é oriundo do bom manejo florestal. É o caso do FSC Brasil (Conselho Brasileiro de Manejo Florestal) e do Cerflor
(Programa Brasileiro de Certificação Florestal).
Em comparação com a madeira legalizada, a madeira certificada é mais cara (cerca de 8%). Mas um móvel feito com madeira
certificada não precisa, necessariamente, custar mais. É possível comprar madeira certificada pelo mesmo preço da madeira legal,
dependendo das condições de negociação, entrega e compromisso de relações de longo prazo.

8) Dispositivos economizadores de água para torneira e vasos sanitários
Há uma série de equipamentos e dispositivos que podem ser utilizados nas residências e que minimizam o desperdício de água, sem
comprometimento do conforto e da funcionalidade. Um exemplo são as torneiras com temporizadores e sensores, capazes de reduzir
em até 40% o consumo.
Há, também, os acessórios que limitam a vazão de torneiras de banheiros e cozinhas, atingindo uma economia de 50% a 70%: a boa
notícia é que um arejador custa em média R$ 5 reais e pode ser facilmente acoplado a qualquer modelo.
Desde 2003, todos os vasos sanitários fabricados a partir daquele ano necessitam apenas de seis litros de água para uma descarga completa, uma evolução
significativa, uma vez que a norma anterior previa 12 litros para a mesma função.
Todavia, tal progresso não ocorreu nas válvulas de fluxo mecânicas, justamente o equipamento que libera a água. Uma alternativa é adaptar a válvula de descarga
convencional para o modelo de dois fluxos: um para descarga parcial, com consumo de três litros de água, e outro para a completa, com vazão de seis litros.
Esse tipo de produto permite uma economia de 30% de água por ciclo de descarga em relação aos modelos mais antigos. O preço do kit adaptador gira em torno de
R$ 160. Já o conversor “dual flush” para uma caixa acoplada existente sai por R$ 75, aproximadamente, e pode ser facilmente encontrada em “home centers”.

9) Arquitetura bioclimática
Um projeto de arquitetura pode, e deve, ser desenvolvido explorando as condições de insolação e ventilação de modo a economizar energia e a proporcionar conforto
aos usuários. A mais elementar das estratégias utilizadas nesse sentido é a ventilação cruzada, promovida quando as aberturas de portas e janelas são posicionadas
em paredes opostas ou adjacentes no ambiente, favorecendo a circulação do ar.
A ventilação natural pode também ser feita também pelo chamado efeito chaminé, que ocorre por conta da diferença de densidade entre ar quente e frio.
Para tirar proveito desse princípio, a construção deve ter pequenas aberturas instaladas próximas ao piso, para a entrada de ar, e outras mais altas (no teto ou nas
paredes) para a exaustão. A ideia é permitir que o ar quente suba e busque saída pelo ponto mais alto do ambiente, aumentando a entrada de ar mais frio pelas
aberturas inferiores.
Também é válido evitar a incidência da radiação solar direta na casa e, assim, diminuir a necessidade de resfriamento artificial. Para isso, a arquitetura pode prever
proteções solares das aberturas a fim de garantir algum sombreamento através de persianas externas, beirais e brises.

10) Vedação eficaz
As esquadrias são componentes fundamentais para assegurar o isolamento térmico e acústico a uma casa e, consequentemente,
aumentar a sua eficiência energética. No inverno, por exemplo, frestas indevidas nas janelas podem tornar o ambiente mais frio e
exigir aquecimento artificial. Há diversos materiais disponíveis para a estruturação das esquadrias (alumínio, madeira, PVC) e com
preços variados.
O mais importante é que o sistema vede efetivamente e que seja dimensionado de acordo com as condições locais de exposição ao
vento. No caso das esquadrias feitas de madeira, por exemplo, é importante a opção por um lenho de boa qualidade (como a teca e a
itaúba), com resistência às intempéries.

Fonte: ecodesenvolvimento.org

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