VOCÊ SABIA?

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Achillina Bo Bardi (Roma, Itália 1914 – São Paulo/ SP 1992). Arquiteta, designer, cenógrafa, editora, ilustradora. Após estudar desenho no Liceu Artístico, forma-se, em 1940, na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma. A faculdade, dirigida pelo arquiteto tradicionalista Marcello Piacentini, privilegia uma tendência histórico-classicizante, que Lina chama de “nostalgia estilístico-áulica”. Em desacordo com essa orientação valorizada pelo fascismo, predominante em Roma, ela se transfere para Milão, onde trabalha com o arquiteto Gió Ponti, líder do movimento pela valorização do artesanato italiano e diretor das Trienais de Milão e da revista Domus. Em pouco tempo ela própria passa a dirigir a revista e a atuar politicamente integrando a resistência à ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial, e colaborando com o Partido Comunista Italiano (PCI), então clandestino. Ainda em Milão, funda, ao lado do crítico Bruno Zevi, a revista A-Cultura della Vita.
 
Em 1946, após o fim da guerra, casa-se com o crítico e historiador da arte Pietro Maria Bardi,, com quem viaja para o Brasil – país no qual o casal decide se fixar, e que Lina chama de “minha pátria de escolha”. No ano seguinte, Pietro Maria Bardi é convidado pelo jornalista Assis Chateaubriand a fundar e dirigir o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em São Paulo. Lina projeta as instalações do museu, em que se destaca a cadeira dobrável de madeira e couro para o auditório, considerada “a primeira cadeira moderna do Brasil”. Em 1948, funda com o arquiteto italiano Giancarlo Palanti o Studio d’Arte Palma, voltado à produção manufatureira de móveis de madeira compensada e materiais “brasileiros populares”, como a chita e o couro. Sua inserção mais efetiva no meio arquitetônico nacional se dá, inicialmente, pela atuação editorial, quando cria, em 1950, a revista Habitat, que dura até 1954. Projeta em 1951 sua própria residência, no bairro do Morumbi, em São Paulo, apelidada de “casa de vidro”, e considerada uma obra paradigmática do racionalismo artístico no país. Esse papel de destaque se completa em 1957, quando inicia o projeto para a nova sede do Masp, na avenida Paulista (completado apenas em 1968), que mantém a praça-belvedere aberta no piso térreo, suspendendo o edifício com um arrojado vão de 70 metros.
 
Em 1958, transfere-se para Salvador, convidada pelo governador Juracy Magalhães a dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM/BA). Na capital baiana, realiza também o projeto de restauro do Solar do Unhão, um conjunto arquitetônico do século XVI tombado na década de 1940 pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), e se relaciona criativamente com uma série de importantes artistas vanguardistas, como o fotógrafo e etnólogo francês Pierre Verger e o cineasta Glauber Rocha. De volta a São Paulo após o golpe militar, em 1964, incorpora em seus projetos o legado da temporada nordestina na forma de uma radical “experiência de simplificação” da linguagem. Sua obra a partir daí assume contundentemente o caráter do que qualifica como “arquitetura pobre”. São exemplares importantes dessa última fase de sua carreira os suportes museográficos da exposição A Mão do Povo Brasileiro, 1969, feitos de tábuas de pinho de segunda; o edifício do Sesc Pompéia, 1977, adaptação de uma antiga fábrica de tambores; e o Teatro Oficina, 1984, construção que dissolve a rigidez da relação palco-plateia pela criação de um teatro-pista, como um sambódromo.Lina e o Polytheama
A primeira iniciativa para restaurar o Polytheama data de 1986 e foi coordenada pela arquiteta Lina Bo Bardi, contando com uma equipe composta pelos arquitetos André Vainer e Marcelo Ferraz.

A recuperação aconteceu em 1996 e conservou sua história, que se revela nas paredes nuas de tijolos, na sua estrutura metálica aparente, na disposição de suas frisas e camarotes em forma de ferradura, que se misturaram à linguagem de nosso tempo evidenciada no concreto aparente. Como dizia Lina Bo Bardi: “É o restauro moderno, que guarda do passado aquilo que serve e vive ainda hoje”.

 
A personalidade inquieta e contestadora de Lina não se separa de sua obra. Como define o crítico italiano Bruno Zevi: “Lina foi uma herética em vestes aristocráticas, uma esfarrapada elegante, uma subversiva circulando em ambientes luxuosos”
 
Fonte: Enciclopedia Itau Cultural
 
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